Relatório da PF não aponta crime de violação de sigilo por jornalista alvo de operação determinada por Alexandre de Moraes.
Operação apreendeu celulares e equipamentos
Em março deste ano, Luís Pablo foi alvo de uma operação determinada por Moraes.
Durante a ação, foram apreendidos dois celulares, um notebook e um pen drive.
Segundo a decisão, os equipamentos poderiam permitir aos investigadores identificar a fonte das informações utilizadas pelo jornalista em suas reportagens.
Ao determinar a operação, Moraes mencionou ainda um suposto risco à integridade física de Flávio Dino, além de elementos relacionados ao envio de informações e discussões sobre a redação e o conteúdo das matérias publicadas.
A decisão também apontou a existência de indícios de possível movimentação financeira envolvendo Luís Pablo e mencionou tentativas de exclusão de mensagens eletrônicas consideradas relevantes para a investigação.
Investigação foi redistribuída
A investigação foi inicialmente distribuída ao ministro Cristiano Zanin. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou a redistribuição do caso ao ministro Alexandre de Moraes, após considerar que a investigação apresentava relação com inquéritos que já estavam sob sua relatoria, incluindo os procedimentos relacionados a fake news e milícias digitais.
A operação e as medidas determinadas contra o jornalista foram adotadas a partir de uma investigação aberta a pedido de Flávio Dino.
O relatório da Polícia Federal, entretanto, traz uma ressalva importante ao não identificar elementos suficientes para apontar crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista e ao afirmar que não era possível confirmar, com máxima certeza, o recebimento de dinheiro para a produção das reportagens.

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